"Quando for roubar dinheiro público,não se esqueça que na sua conta tem a honra de um homem envergonhado por ter que ver sua familia passando fome ".
Autor: Mv bill
Este Blog tem o objetivo de divulgar o currículo pessoal, profissional, político e Assuntos de Interesse Social da ex-vereadora, Ex-Candidata a Deputada Estadual pelo Partido Social Cristão e professora Maria Lucia da Silva Richard.
terça-feira, 19 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
História História Geral da África
PAGINA DO PORTAL DO MEC.
Email História História Geral da África Sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 - 14:07
Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar.
Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.
Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto.
O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.
O Brasil e outros países de língua portuguesa têm agora a oportunidade de conhecer a Coleção História Geral da África em português. A coleção foi lançada em solenidade, em Brasília, com a presença dos ministros de Educação e Cultura.
Faça aqui o download da coleção.
ESTA COLEÇÃO VOCÊ PODE BAIXAR DO PORTAL DO MEC.
Email História História Geral da África Sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 - 14:07
Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar.
Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.
Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto.
O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.
O Brasil e outros países de língua portuguesa têm agora a oportunidade de conhecer a Coleção História Geral da África em português. A coleção foi lançada em solenidade, em Brasília, com a presença dos ministros de Educação e Cultura.
Faça aqui o download da coleção.
ESTA COLEÇÃO VOCÊ PODE BAIXAR DO PORTAL DO MEC.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O samba tem “Dona”, e ela comemora 90 anos!
O samba tem “Dona”, e ela comemora 90 anos!
quarta-feira, 13 / abril / 2011 by Fernanda Lopes
Divulgação / Acervo pessoal de Ivone Lara
A grande sambista Dona Ivone Lara completa 90 anos e lança site
Por Fernanda Lopes
Hoje, os pandeiros e cavaquinhos de todo o Brasil dão parabéns cadenciados para aquela que se consagrou na música popular brasileira com uma das maiores sambistas de todos os tempos. Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, preparou muito samba, feijão e uma página na internet para comemorar os 90 anos de idade.
Há 70 anos, quando as rodas de samba eram dominadas por homens e às mulheres sobrava o papel de do ritmo no pé, Dona Ivone Lara ousou conquistar um lugar ao sol. O preconceito era tanto, que os sambas que ela compunha eram mostrados aos sambistas como se fossem de autoria do primo Mestre Fuleiro. Mesmo assim, Dona Ivone se consagrou com a primeira mulher a compor Samba Enredo no Brasil.
Apesar dos anos vividos, Dona Ivone Lara carrega a mesma alegria da juventude. “Ela é incansável, saímos de um show e ela já pergunta onde é o próximo”, conta a amiga e produtora há 17 anos Miriam Souza. A produtora faz questão de ressaltar o orgulho que sente da sambista. “Mesmo com idade avançada e depois de fraturar o fêmur, ela renasceu das cinzas e voltou a brilhar”.
E é com toda essa jovialidade que Dona Ivone Lara encontrou um jeito bem moderno de comemorar seus 90 anos. Em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e da Refazenda Produções, lança seu primeiro site, o www.donaivonelara.com.br. Acesse e descubra por que ela é considerada um patrimônio vivo da cultura afro-brasileira!
PERFIL
Nascida em Botafogo, no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1921, Dona Ivone Lara é filha de uma cantora de rancho e começou a compor aos 12 anos de idade. Uma de suas primeiras músicas foi o estribilho de partido-alto Tiê-tiê (nome de um pássaro de que gosta muito).
Estudou no colégio municipal Orsina da Fonseca, de onde saiu, com 17 anos, para morar na casa do tio Dioniso Bento da Silva, pois seus pais haviam falecido. O tio pertencia a um grupo de chorões, e com ele aprendeu a tocar cavaquinho. Em outubro de 1947, foi morar em Madureira e começou a freqüentar a extinta escola de samba Prazer da Serrinha.
Em 1965, o samba-enredo Os cinco bailes da corte, ou Os cinco bailes tradicionais da história do Rio (Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau) classificou-se em quarto lugar no desfile de escolas de samba.
Dona Ivone Lara é madrinha da ala dos compositores de sua escola (Império Serrano) e desfilou desde 1968 pela ala das baianas. Em 1982, ganhou o Estandarte de Ouro como destaque da ala das baianas da Cidade Alta do Império Serrano.
O ano de 1970 foi, sem dúvida, de grande importância para sua carreira de intérprete e compositora, pois gravou o primeiro disco pela gravadora Copacabana “SAMBÃO 70”, produzido por Sargenteli e Adelson Alves. Gravou também na Odeon, Copacabana, Warner, Som Livre e RGE.
Fonte: Produção Dona Ivone Lara
E-MAIL RECEBIDO FUNDAÇÃO PALMARES.
quarta-feira, 13 / abril / 2011 by Fernanda Lopes
Divulgação / Acervo pessoal de Ivone Lara
A grande sambista Dona Ivone Lara completa 90 anos e lança site
Por Fernanda Lopes
Hoje, os pandeiros e cavaquinhos de todo o Brasil dão parabéns cadenciados para aquela que se consagrou na música popular brasileira com uma das maiores sambistas de todos os tempos. Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, preparou muito samba, feijão e uma página na internet para comemorar os 90 anos de idade.
Há 70 anos, quando as rodas de samba eram dominadas por homens e às mulheres sobrava o papel de do ritmo no pé, Dona Ivone Lara ousou conquistar um lugar ao sol. O preconceito era tanto, que os sambas que ela compunha eram mostrados aos sambistas como se fossem de autoria do primo Mestre Fuleiro. Mesmo assim, Dona Ivone se consagrou com a primeira mulher a compor Samba Enredo no Brasil.
Apesar dos anos vividos, Dona Ivone Lara carrega a mesma alegria da juventude. “Ela é incansável, saímos de um show e ela já pergunta onde é o próximo”, conta a amiga e produtora há 17 anos Miriam Souza. A produtora faz questão de ressaltar o orgulho que sente da sambista. “Mesmo com idade avançada e depois de fraturar o fêmur, ela renasceu das cinzas e voltou a brilhar”.
E é com toda essa jovialidade que Dona Ivone Lara encontrou um jeito bem moderno de comemorar seus 90 anos. Em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e da Refazenda Produções, lança seu primeiro site, o www.donaivonelara.com.br. Acesse e descubra por que ela é considerada um patrimônio vivo da cultura afro-brasileira!
PERFIL
Nascida em Botafogo, no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1921, Dona Ivone Lara é filha de uma cantora de rancho e começou a compor aos 12 anos de idade. Uma de suas primeiras músicas foi o estribilho de partido-alto Tiê-tiê (nome de um pássaro de que gosta muito).
Estudou no colégio municipal Orsina da Fonseca, de onde saiu, com 17 anos, para morar na casa do tio Dioniso Bento da Silva, pois seus pais haviam falecido. O tio pertencia a um grupo de chorões, e com ele aprendeu a tocar cavaquinho. Em outubro de 1947, foi morar em Madureira e começou a freqüentar a extinta escola de samba Prazer da Serrinha.
Em 1965, o samba-enredo Os cinco bailes da corte, ou Os cinco bailes tradicionais da história do Rio (Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau) classificou-se em quarto lugar no desfile de escolas de samba.
Dona Ivone Lara é madrinha da ala dos compositores de sua escola (Império Serrano) e desfilou desde 1968 pela ala das baianas. Em 1982, ganhou o Estandarte de Ouro como destaque da ala das baianas da Cidade Alta do Império Serrano.
O ano de 1970 foi, sem dúvida, de grande importância para sua carreira de intérprete e compositora, pois gravou o primeiro disco pela gravadora Copacabana “SAMBÃO 70”, produzido por Sargenteli e Adelson Alves. Gravou também na Odeon, Copacabana, Warner, Som Livre e RGE.
Fonte: Produção Dona Ivone Lara
E-MAIL RECEBIDO FUNDAÇÃO PALMARES.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Lançamento do segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura
Projeto A Cor da Cultura lança 2° pacote pedagógico sobre cultura afro-brasileira
segunda-feira, 11 / abril / 2011 by Daiane Souza
Por Daiane Souza
Com o objetivo de contribuir para a inserção da temática da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental, o projeto A Cor da Cultura lança hoje (11-04-11) a segunda parte do pacote pedagógico de mesmo nome. Durante o encontro, educadores de vários estados brasileiros receberão o material que servirá de base para suas aulas no contexto étnico-racial.
O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País. DVDs com novos episódios das cinco séries que fazem parte do projeto, dois cadernos pedagógicos e três mapas (um do continente africano, outro da diáspora africana e outro dos valores civilizatórios afro-brasileiros) integram o conjunto.
PARCERIAS – O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, prestigia o lançamento, que acontece no Rio de Janeiro, e lembra que a obrigatoriedade do ensino sobre a temática também está registrada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, capítulo II), que recebeu a sanção presidencial em 20 de julho de 2010.
A iniciativa, que objetiva fazer com que professores e estudantes percebam com outro olhar o continente africano, é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.
O PROJETO – Iniciado em 2004, A Cor da Cultura desenvolve produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam a valorização da história dos negros no Brasil sob um ponto de vista afirmativo. Com o novo pacote, as equipes envolvidas e representantes institucionais do projeto celebrarão mais um passo na educação de qualidade, incluindo no material escolar um trecho da História do Brasil ignorado por mais de cinco séculos.
Somente nos seus dois primeiros anos, A Cor da Cultura produziu 56 programas de televisão e capacitou mais de 3000 educadores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para a utilização do primeiro kit educativo. O conjunto de materiais era constituído de 3 cadernos do professor, um mini-glossário Memória das Palavras, cd musical Gonguê e o jogo Heróis de Todo Mundo.
METAS – A meta agora é difundir ainda mais o conhecimento sobre o assunto, de modo a reafirmar a importância da cultura afro-brasileira. O resultado das primeiras oficinas, realizadas em 2010, será a multiplicação do conhecimento adquirido pelo grupo, formando outros 15.000 educadores de escolas públicas.
O lançamento do conjunto de materiais pedagógicoas A Cor da Cultura acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no Trapiche Gamboa, um dos berços do samba no Rio de Janeiro. Ele faz parte da programação do Comitê Gestor do projeto, que se reúne a partir das 15 horaa, para apresentação dos novos membros, do balanço e do plano de expansão do programa.
SERVIÇO
O quê: Lançamento do segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura
Quando: 11 de abril
Horário: 19h
Onde: Trapiche Gamboa
Endereço: Rua Sacadura Cabral, n° 155, Saúde – Rio de Janeiro
Contato: (21) 2293 6522
2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.
segunda-feira, 11 / abril / 2011 by Daiane Souza
Por Daiane Souza
Com o objetivo de contribuir para a inserção da temática da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental, o projeto A Cor da Cultura lança hoje (11-04-11) a segunda parte do pacote pedagógico de mesmo nome. Durante o encontro, educadores de vários estados brasileiros receberão o material que servirá de base para suas aulas no contexto étnico-racial.
O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País. DVDs com novos episódios das cinco séries que fazem parte do projeto, dois cadernos pedagógicos e três mapas (um do continente africano, outro da diáspora africana e outro dos valores civilizatórios afro-brasileiros) integram o conjunto.
PARCERIAS – O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, prestigia o lançamento, que acontece no Rio de Janeiro, e lembra que a obrigatoriedade do ensino sobre a temática também está registrada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, capítulo II), que recebeu a sanção presidencial em 20 de julho de 2010.
A iniciativa, que objetiva fazer com que professores e estudantes percebam com outro olhar o continente africano, é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.
O PROJETO – Iniciado em 2004, A Cor da Cultura desenvolve produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam a valorização da história dos negros no Brasil sob um ponto de vista afirmativo. Com o novo pacote, as equipes envolvidas e representantes institucionais do projeto celebrarão mais um passo na educação de qualidade, incluindo no material escolar um trecho da História do Brasil ignorado por mais de cinco séculos.
Somente nos seus dois primeiros anos, A Cor da Cultura produziu 56 programas de televisão e capacitou mais de 3000 educadores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para a utilização do primeiro kit educativo. O conjunto de materiais era constituído de 3 cadernos do professor, um mini-glossário Memória das Palavras, cd musical Gonguê e o jogo Heróis de Todo Mundo.
METAS – A meta agora é difundir ainda mais o conhecimento sobre o assunto, de modo a reafirmar a importância da cultura afro-brasileira. O resultado das primeiras oficinas, realizadas em 2010, será a multiplicação do conhecimento adquirido pelo grupo, formando outros 15.000 educadores de escolas públicas.
O lançamento do conjunto de materiais pedagógicoas A Cor da Cultura acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no Trapiche Gamboa, um dos berços do samba no Rio de Janeiro. Ele faz parte da programação do Comitê Gestor do projeto, que se reúne a partir das 15 horaa, para apresentação dos novos membros, do balanço e do plano de expansão do programa.
SERVIÇO
O quê: Lançamento do segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura
Quando: 11 de abril
Horário: 19h
Onde: Trapiche Gamboa
Endereço: Rua Sacadura Cabral, n° 155, Saúde – Rio de Janeiro
Contato: (21) 2293 6522
2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.
Márcio Thomaz Bastos assume defesa da política de cotas raciais
Márcio Thomaz Bastos assume defesa da política de cotas raciais
Por Suzana Varjão
Um dos mais destacados juristas brasileiros, Márcio Thomaz Bastos acaba de ser admitido como defensor da política de reserva de vagas para negros nas unidades de ensino superior do País. Ao adotar o sistema de cotas, a Universidade de Brasília (UnB) foi contestada pelo Partido Democratas (DEM), que ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF), arguindo a inconstitucionalidade da medida. O ex-ministro da Justiça pediu para ser ouvido sobre o assunto no STF, que acatou a solicitação.
A UnB decidiu adotar o sistema de cotas em 2004, porque “a universidade brasileira é um espaço de formação de profissionais de maioria esmagadoramente branca”, e, “ao manter apenas um segmento étnico na construção do pensamento dos problemas nacionais, a oferta de soluções se torna limitada”, como registrado no site da instituição. Entretanto, o DEM entrou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), alegando violação de princípio constitucional.
AMICUS CURIAE – A ADPF 186 está para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal, mas a Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes (ANAAD), representada, gratuitamente, pelo escritório de Márcio Thomaz Bastos, solicitou a admissão formal de sua intervenção no processo, na qualidade de Amicus Curiae. Um dos principais articuladores da estratégia, o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), advogado Eloi Ferreira de Araujo, comemorou o deferimento do pedido.
O Amicus Curiae (“Amigo da Corte”, em latim) está inserido na legislação brasileira – mais precisamente, no parágrafo 2º, artigo 7º da Lei 9.868, de 1999. Resumidamente, consiste numa figura jurídica que, não fazendo parte de determinado processo, solicita audiência em julgamentos de grande relevância para a sociedade, com o intuito de prover os tribunais de informações sobre questões com grau elevado de complexidade, como é o caso do sistema de cotas.
ARTICULAÇÃO – Carlos Alves Moura, advogado e ex-assessor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, acompanhou de perto o trabalho de articulação do então titular da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araujo, junto à ANAAD e ao jurista Márcio Thomaz Bastos. E também comemora o resultado positivo da petição encaminhada ao ministro do STF e relator do processo, Ricardo Lewandowski.
– Conseguir esse patrocínio de um dos maiores juristas do País é um ganho muito grande para a causa, resume Moura.
Eloi Ferreira explica que a decisão de buscar o apoio de Thomaz Bastos deveu-se ao risco de reversão do processo de inclusão da população descendente de africanos escravizados nas universidades públicas brasileiras. Após a instituição da reserva de vagas para negros, pela UnB, e do grande debate aberto a partir da adoção desta medida, várias outras unidades aderiram ao sistema (ver quadro abaixo), aumentando consideravelmente o número de afrodescendentes na rede de ensino superior do País.
ARGUMENTOS – Foi exatamente o impacto social provocado pela decisão do STF que a ANAAD arguiu, para afirmar a relevância da matéria a ser julgada e justificar o recurso do Amicus Curiae. Os efeitos negativos sobre as universidades que já adotam o sistema de cotas e os matriculados e diplomados a partir deste critério de seleção são algumas das consequências listadas pelos advogados, e que deverão ser levadas em consideração pelos ministros do Supremo.
Para além do mérito da questão sob análise, a ANAAD questiona a validade do instrumento jurídico empregado pelo DEM. Pela Lei 9.882/99 (artigo 4º, parágrafo 1º), a ADPF só pode ser usada quando não há “qualquer outro meio eficaz de sanar a lesividade”. Na petição, os advogados lembram que “à época da propositura da ação, sustentava-se que a ADPF seria o único meio para questionar a constitucionalidade da reserva de vagas por critérios raciais nas universidades”.
ESTATUTO – A partir, porém, da entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), houve “uma mudança relevante no cenário legislativo, quando comparados o momento em que a ação foi proposta e o momento atual. As normas sobre o tema mudaram de tal forma que a ADPF perdeu seu sentido original”, argumentam. Se antes a política de reserva de vagas da UnB tinha como único norte a Constituição Federal, o Estatuto, agora, é o seu referencial direto.
Mas é no capítulo sobre as “Razões de mérito” que se encontra o cerne do debate. Demonstrando que, “a despeito das boas intenções normativas”, as estatísticas apontam desequilíbrios gritantes entre negros e não-negros, argumenta-se que “a política que tem como enfoque apenas a superação das distinções socioeconômicas não é suficiente para resolver o antigo problema da discriminação e do preconceito”.
Chamando a atenção sobre a importância de não se confundir “a disctinctio necessária à realização do princípio da igualdade de oportunidade com a discriminação odiosa proibida pela norma constitucional”, o documento-manifesto lembra que “é tarefa do Direito reconhecer critérios legítimos de distinção, equiparando condições desiguais”. E sinaliza:
“Somente quando a igualdade formal se traduzir em igualdade real poderemos nos orgulhar da consolidação da nossa democracia” (POCHMANN, em Retrato das desigualdades de gênero e raça).
Foto: Suzana Varjão / FCP
O então titular da SEPPIR foi um dos principais articuladores da estratégia
Trechos da petição
Leia, aqui, alguns trechos da petição encaminhada pela Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes (ANAAD) e deferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“[...] Trata-se, a toda evidência, de uma política que busca a harmonia social, criando condições para superar a cultura historicamente arraigada de preconceito contra o negro. Nada tem a ver com incitação ao ódio, nem com segregação, como nos temores projetados pelo anacronismo de certo tipo de pensamento conservador. Muito pelo contrário. Odiosa é a discriminação fundada no preconceito racial, não os meios legítimos, jurídicos e eficazes para combatê-la [...]”.
“[...] Estamos falando de pessoas que aguardam os resultados de um compromisso histórico – o fim efetivo da desigualdade entre brancos e negros – e que sofrem as consequências de um projeto inacabado [...]”.
“[...] A abolição não foi acompanhada por políticas capazes de acolher os libertos na sociedade brasileira, depois de tantos anos segregados. Isso faz com que, até hoje, descendentes de escravos sofram na pele – e por causa da cor de sua pele – as consequências desse período [...]. Afinal, o estatuto de pessoas juridicamente livres não garantiu uma transformação substancial na condição de excluídos dos antigos escravos” [...].
“[...] É preciso finalmente que o mundo jurídico desperte para a consciência ética da vulnerabilidade da condição social do negro” [...].
“[...] Mudar esse estado de coisas não é tarefa fácil. A transformação não aconteceu nem acontecerá de um dia para o outro. Tampouco será fruto da mera passagem do tempo” [...].
“[...] A discriminação positiva introduz tratamento desigual para produzir, no futuro e em concreto, a igualdade. É constitucionalmente legítima, porque se constitui em instrumento para obter a igualdade real” [...]
“[...] Não é a idéia biológica de ‘raça’ que autoriza, no caso, a distinção no acesso às vagas do ensino superior, mas simplesmente a condição social mais vulnerável associada ao negro pobre, vítima histórica de preconceito e discriminação [...]”.
“[...] Não é mais possível, neste estágio da evolução do pensamento jurídico, confundir a disctinctio necessária à realização do princípio da igualdade de oportunidade com a discriminação odiosa proibida pela norma constitucional [...]”.
“[...] O fenótipo pode ser objeto de uma distinção favorável, sem que caracterize ‘ racismo às avessas’, porque está associado ao fato de uma situação histórica de marginalização em um país duramente marcado pela escravidão. Ser negro, no Brasil, indica mais do que uma característica física – é também uma condição social [...]”.
“[...] O critério de distinção, no caso da reserva de vagas para negros, remete a uma condição social de preconceito e discriminação identificável pelo fenótipo [...]”.
Márcio Thomaz Bastos
Márcio Thomaz Bastos vinculou, desde cedo, sua atividade profissional à militância política. Trabalhou em quase mil julgamentos, quase sempre defendendo gratuitamente acusados que não tinham condições de arcar com honorários advocatícios, tendo atuado na acusação dos assassinos de Chico Mendes – um dos vários casos de grande repercussão dos quais tomou parte.
Fundador e chefe de um dos mais respeitados escritórios de advocacia do País, deixou o grupo em 2003, para ocupar o cargo de ministro da Justiça, destacando-se, dentre outros feitos, pela reestruturação da Polícia Federal, pela aprovação da Emenda Constitucional 45 (Reforma do Poder Judiciário), pela defesa do Estatuto do Desarmamento e por ter dado início à reestruturação do Sistema Brasileiro de Concorrência.
Recentemente, ao lado de profissionais liberais, fundou o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Dentre outras bandeiras de luta do movimento social brasileiro, Márcio Thomaz Bastos defende o controle externo do judiciário e a ampliação do sistema de penas alternativas.
ANAAD
A Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes (ANAAD) é uma organização civil sem fins lucrativos, que tem por objetivo “incentivar o desenvolvimento social, cultural, moral e educacional dos afrodescendentes”. Fundada há 10 anos e sediada na cidade de Salvador (BA), congrega advogados, estudantes e professores de Direito com ascendência africana e “ligados à causa da defesa dos direitos humanos da comunidade negra”.
Dentre os princípios estabelecidos em seu Estatuto Social, estão “defender a valorização das origens étnicas dos afrodescendentes, bem assim, seus valores culturais, políticos e religiosos [...]”; e “desenvolver políticas e ações efetivas e afirmativas em defesa dos direitos inerentes à cidadania, primordialmente, dos associados afro-descendentes, bem assim, de todos os demais cidadãos”.
Os princípios registrados no Estatuto da entidade vêm se traduzindo em ações efetivas, com a realização de cursos de capacitação para advogados afrodescendentes e atendimento jurídico gratuito para africanos, afro-brasileiros e pessoas de baixa renda em geral – o que confere à ANAAD a representatividade e a legitimidade exigidas pelo Supremo Tribunal Federal para a admissão como “Amigo da Corte”.
Grande referência da política de valorização dos advogados afro-brasileiros, Sílvia Cerqueira também colaborou para a iniciativa. Uma das fundadoras da Associação, Cerqueira atua na ANAAD e preside a Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sua liderança política levou-a à segunda suplência do Senador Walter Pinheiro (PT-BA), também atento à questão racial.
Ações afirmativas & Cotas
Ações Afirmativas são políticas públicas instituídas com o objetivo de promover a ascensão de grupos socialmente vulneráveis, combatendo as desigualdades resultantes de processos de discriminação negativa. A reserva de vagas para estudantes negros nas universidades públicas do País é uma destas políticas, e está prevista na legislação brasileira.
Foi a Lei 3.708/01 que institui o sistema de cotas para estudantes autodeclarados negros ou pardos, reservando a este segmento um percentual de 40% das vagas das universidades estaduais do Rio de Janeiro – o que passou a ser aplicado no Vestibular de 2002 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).
Mas foi a decisão da Universidade de Brasília (âmbito federal), de adotar o sistema, que colocou o assunto no centro do debate nacional, provocando a adesão de outras instituições e aumentando consideravelmente o número de estudantes negros na rede pública de ensino superior do País. Hoje, os cotistas correspondem a 18,6% dos alunos da UnB, o que equivale a quatro mil estudantes negros.
Universidades que adotam as cotas
Veja, abaixo, a relação de algumas das universidades brasileiras que têm programas de ação afirmativa
Universidade de Brasília
Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Universidade Estadual de Montes Claros
Universidade do Estado da Bahia
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Estadual do Norte Fluminense
Universidade Federal do Acre
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Estadual da Paraíba
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal do Espírito Santo
Universidade do Estado de Minas Gerais
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal do Paraná
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do Piauí
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia
Universidade do Estado de Mato Grosso
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Estadual de Londrina
Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal de Juiz de Fora
Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Universidade Estadual de Montes Claros
Universidade do Estado da Bahia
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Estadual do Norte Fluminense
Universidade Federal do Acre
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Estadual da Paraíba
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal do Espírito Santo
Universidade do Estado de Minas Gerais
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal do Paraná
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do Piauí
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia
Universidade do Estado de Mato Grosso
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Estadual de Londrina
Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal de Juiz de Fora
EMAIL - RECEBIDO DA FUNDAÇÃO PALMARES
segunda-feira, 4 de abril de 2011
MEU HERÓI - MARTIN LUTHER KING
MEU HERÓI – MARTIN LUTHER KING
Há exatos 43 anos Martin Luther King foi assassinado por trabalhar em favor do direitos civis dos negros e pelo combate pacífico contra o preconceito racial. (Suas lutas eram pacíficas)
Ele era um cidadão de formação avançada para época, e em nossos dias a maioria dos cidadãos brasileiros não tem formação como a dele.
Filho e Neto de Pastores , cresceu em um lar com firmes convicções religiosas e políticas, aos dezenove anos de idade tornou-se Pastor.
Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Crozer e em 1955, concluiu o doutorado em Filosofia pela Universidade de Boston..
Sua vida foi muito breve foi assassinado aos 39 anos de idade em 04/04/1968.
Fez da sua vida uma grande luta para libertar os negros das humilhações que viviam.
Os Direitos Civis deste povo foi o objetivo de vida deste LIDER.
Ele começou com episódio Rosa Parks que se recusou a ceder seus lugar para um branco sentar no ônibus em que estava.
O movimento se intensificou e culminou com o boicote as empresas de ônibus da cidade .
O acontecimento colocou a questão racial em debate nacional. Este movimento durou um ano e pressionou o Estado a abolir este tipo de segregação. A Suprema Corte Americana aceitou e pedido e determinou o fim da discriminação nos transportes públicos.
King liderou uma série de protestos contra a segregação. Em 1960 0s negros conseguiram o direito de frequentar bibliotecas, parques e lanchonetes.
Em 1963, liderou a Marcha para Washington, este movimento era para por fim a segregação racial. O evento reuniu 200 mil pessoas em defesa dos Direitos Civis de todos os cidadãos americanos. Neste dia ele fez o celebre discurso “EU TENHO UM SONHO”.
Martin Luther King foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, foi o mais jovem ganhador do prêmio( Tinha 35 anos). A não-violência foi a forma que ele usou para conseguir a aprovação da Lei dos Direitos Civis, Lei do Direito ao Voto para os Negros, Oportunidades de emprego para os pobres do país ...
Seu legado é para nós de total importância , digo mais que sua morte não foi em vão pois se conseguimos algumas conquista é graças a sua luta e firmeza de caráter.
A luz da sua Dignidade vieram outros lideres que buscaram nele forças para continuarem na luta. O importante é não desistirmos jamais.
Maria Lucia da Silva Richard
Há exatos 43 anos Martin Luther King foi assassinado por trabalhar em favor do direitos civis dos negros e pelo combate pacífico contra o preconceito racial. (Suas lutas eram pacíficas)
Ele era um cidadão de formação avançada para época, e em nossos dias a maioria dos cidadãos brasileiros não tem formação como a dele.
Filho e Neto de Pastores , cresceu em um lar com firmes convicções religiosas e políticas, aos dezenove anos de idade tornou-se Pastor.
Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Crozer e em 1955, concluiu o doutorado em Filosofia pela Universidade de Boston..
Sua vida foi muito breve foi assassinado aos 39 anos de idade em 04/04/1968.
Fez da sua vida uma grande luta para libertar os negros das humilhações que viviam.
Os Direitos Civis deste povo foi o objetivo de vida deste LIDER.
Ele começou com episódio Rosa Parks que se recusou a ceder seus lugar para um branco sentar no ônibus em que estava.
O movimento se intensificou e culminou com o boicote as empresas de ônibus da cidade .
O acontecimento colocou a questão racial em debate nacional. Este movimento durou um ano e pressionou o Estado a abolir este tipo de segregação. A Suprema Corte Americana aceitou e pedido e determinou o fim da discriminação nos transportes públicos.
King liderou uma série de protestos contra a segregação. Em 1960 0s negros conseguiram o direito de frequentar bibliotecas, parques e lanchonetes.
Em 1963, liderou a Marcha para Washington, este movimento era para por fim a segregação racial. O evento reuniu 200 mil pessoas em defesa dos Direitos Civis de todos os cidadãos americanos. Neste dia ele fez o celebre discurso “EU TENHO UM SONHO”.
Martin Luther King foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, foi o mais jovem ganhador do prêmio( Tinha 35 anos). A não-violência foi a forma que ele usou para conseguir a aprovação da Lei dos Direitos Civis, Lei do Direito ao Voto para os Negros, Oportunidades de emprego para os pobres do país ...
Seu legado é para nós de total importância , digo mais que sua morte não foi em vão pois se conseguimos algumas conquista é graças a sua luta e firmeza de caráter.
A luz da sua Dignidade vieram outros lideres que buscaram nele forças para continuarem na luta. O importante é não desistirmos jamais.
Maria Lucia da Silva Richard
Palmares encaminha denúncia de racismo à Procuradoria-Geral da República
Palmares encaminha denúncia de racismo à Procuradoria-Geral da República
Foto: Suzana Varjão
Eloi Ferreira de Araujo, acompanhado por Dora Bertulio, protocolando o documento
Da Assessoria de Comunicação
O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, encaminhou hoje (01-04-11) ao Procurador-Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, o pedido de providências em relação às declarações de Jair Bolsonaro contra a população afro-brasileira, dadas na noite da última segunda-feira (28), a um programa humorístico.
Eloi Ferreira de Araujo protocolou pessoalmente a denúncia na sede da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília (DF), sendo acompanhado, no ato, pela Procuradora-Chefe da Procuradoria Federal na Fundação Cultural Palmares, Dora Lucia de Lima Bertulio. A decisão de encaminhar o documento à PGR foi tomada em função das prerrogativas do denunciado, que é Deputado Federal (PP-RJ).
OS FATOS – Dentre outras ofensas, o parlamentar, respondendo a uma pergunta da cantora Preta Gil sobre o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra, respondeu que não iria “discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.
Questionado, ainda, sobre cotas raciais, o político disse que “não entraria em um avião pilotado por um cotista, nem aceitaria ser operado por um médico cotista”. As palavras do deputado tiveram grande repercussão nas mídias sociais, provocando a reação de várias organizações de defesa dos direitos humanos e da população negra – entre elas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Fundação Cultural Palmares (FCP).
2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Martin Luther King, um ícone da luta por igualdade e paz!
Martin Luther King, um ícone da luta por igualdade e paz
quinta-feira, 31 / março / 2011 by Karina Gama
E-MAIL RECEBIDO DA FINDAÇÃO PALMARES
Foto: Arquivo / FCP
Os ideais de Martin Luther King mobilizaram multidões
Por Karina Miranda da Gama
Martin Luther King Jr. foi um grande líder pacifista. Lutou incessantemente pelos princípios de liberdade e igualdade, e pelos direitos civis na América. Pelo combate pacífico contra o preconceito racial, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Mas a trajetória de um dos mais importantes e respeitados líderes políticos negros foi breve. Luther King foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, aos 39 anos, por um branco segregacionista.
A luta de Luther King pelos direitos civis nos Estados Unidos teve início no episódio conhecido como Milagre de Montgomery, em 1955. Então presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, liderou, junto com os demais membros da comunidade, um boicote às empresas de ônibus da cidade, após um ato discriminatório a uma passageira negra.
MOVIMENTO – A passageira, Rosa Parks, que se recusou a ceder o lugar para um branco, foi presa por desacato às leis segregacionistas. O episódio colocou a questão racial em debate nacional e gerou um movimento, que durou um ano, para pressionar o Estado a abolir este tipo de segregação. A reivindicação foi acatada pela Suprema Corte Americana, que determinou o fim da discriminação nos transportes públicos.
King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas contra a segregação racial em espaços públicos e pelos direitos civis do negro. Em 1960, os negros conquistaram o direito de acesso a bibliotecas, parques e lanchonetes. Na década de 60, a questão racial era apenas uma parte da luta de classes nos EUA, além das greves e da luta dos trabalhadores, e da participação dos EUA em golpes e conflitos militares no mundo inteiro.
MARCHA – Em 1963, o ativista político liderou a Marcha para Washington, um movimento de luta pelo fim da segregação racial. O manifesto em prol dos Direitos Civis de todos os cidadãos americanos contou com a participação de mais de 200 mil pessoas. Na ocasião, Luther King proferiu o célebre discurso Eu tenho um sonho, que clamava por uma sociedade de liberdade e igualdade.
Aos 35 anos, Luther King foi contemplado com o Nobel da Paz, sendo o mais jovem ganhador deste importante Prêmio. A não-violência foi a forma utilizada para articular sua luta, realizada por meio de uma resistência firme, mas pacífica. No entanto, o líder político foi preso por diversas vezes, duramente criticado e sofreu ameaças por seus posicionamentos.
A batalha de Luther King pelos direitos civis dos negros teve continuidade com a aprovação da Lei dos Direitos Civis, assinada em 1964, que garantia a igualdade de direitos. No ano seguinte, mais uma importante conquista aconteceria: a aprovação da Lei dos Direitos de Voto para os negros. Luther King também lutou em favor de oportunidades de emprego para os pobres no país e, em 1967, uniu-se ao Movimento pela paz na Guerra do Vietnã.
ASSASSINATO – Martin Luther King foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, aos 39 anos, em Menphis. Todavia, sua luta significou um marco histórico na defesa pelos direitos civis de toda a humanidade e pela paz. Seu legado influenciou o fim do Apartheid na África do Sul e permitiu que o mundo assistisse, na primeira década do século XXI, a ascensão do primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, Barack Obama.
Temos um sonho e a luta continua!
Manifestações de racismo são constantes na sociedade brasileira e mundial, e ainda assistimos a crimes bárbaros motivados pela questão racial. Os níveis de vitimização de jovens negros são alarmantes, conforme consta no Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil, publicação do Ministério da Justiça e do Instituto Sangari, recentemente lançada (disponível em: www.mapadaviolencia.org.br).
De acordo com a análise, em todos os dados apresentados, a população negra ocupa os primeiros lugares entre as vítimas por mortes violentas, principalmente os homens negros. “Esta situação está presente em todas as regiões brasileiras, com raras exceções em alguns Estados, e visibiliza um nítido componente racial no perfil de incidência dessas mortes” (trecho do relatório).
FUNDAÇÃO PALMARES – Neste governo, o cerne da luta contra o racismo é fomentar ações de enfrentamento às violências motivadas pela discriminação, contribuindo para a promoção do direito da população negra à vida. E construir políticas de ações afirmativas para a valorização da cultura negra é o desafio da Fundação Cultural Palmares (FCP), ora sob a presidência de Eloi Ferreira de Araujo.
Com ferramentas como o Estatuto da Igualdade Racial e a disposição de avançar na transversalidade da cultura com os demais órgãos governamentais e segmentos sociais, os gestores da Palmares desejam promover a identidade dos negros e das negras no Brasil e no mundo. No Internacional Mundial dos Povos Afrodescendentes, Luther King inspira o combate à discriminação.
Violência racial é violação de direitos humanos. Portanto, a luta pela igualdade e pela liberdade não pode parar!
Luther King, um perfil
Martin Luther King nasceu numa família de negros norte-americanos, em 15 de janeiro de 1929, na parte mais radical do segregacionismo – o sul dos Estados Unidos, em Atlanta. Filho e neto de pastores, cresceu num ambiente de fortes convicções políticas e religiosas, tornando-se pastor batista aos dezenove anos. Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Defendeu a luta pela paz e se dedicou à filosofia do protesto não violento, inspirado nas idéias do líder indiano Mahatma Gandhi.
Serviço
Para ler sobre outros acontecimentos e personalidades importantes da história dos negros e negras, consulte o Calendário Internacional da Cultura Negra e a Galeria de Personalidades Negras
2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.
quinta-feira, 31 / março / 2011 by Karina Gama
E-MAIL RECEBIDO DA FINDAÇÃO PALMARES
Foto: Arquivo / FCP
Os ideais de Martin Luther King mobilizaram multidões
Por Karina Miranda da Gama
Martin Luther King Jr. foi um grande líder pacifista. Lutou incessantemente pelos princípios de liberdade e igualdade, e pelos direitos civis na América. Pelo combate pacífico contra o preconceito racial, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Mas a trajetória de um dos mais importantes e respeitados líderes políticos negros foi breve. Luther King foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, aos 39 anos, por um branco segregacionista.
A luta de Luther King pelos direitos civis nos Estados Unidos teve início no episódio conhecido como Milagre de Montgomery, em 1955. Então presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, liderou, junto com os demais membros da comunidade, um boicote às empresas de ônibus da cidade, após um ato discriminatório a uma passageira negra.
MOVIMENTO – A passageira, Rosa Parks, que se recusou a ceder o lugar para um branco, foi presa por desacato às leis segregacionistas. O episódio colocou a questão racial em debate nacional e gerou um movimento, que durou um ano, para pressionar o Estado a abolir este tipo de segregação. A reivindicação foi acatada pela Suprema Corte Americana, que determinou o fim da discriminação nos transportes públicos.
King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas contra a segregação racial em espaços públicos e pelos direitos civis do negro. Em 1960, os negros conquistaram o direito de acesso a bibliotecas, parques e lanchonetes. Na década de 60, a questão racial era apenas uma parte da luta de classes nos EUA, além das greves e da luta dos trabalhadores, e da participação dos EUA em golpes e conflitos militares no mundo inteiro.
MARCHA – Em 1963, o ativista político liderou a Marcha para Washington, um movimento de luta pelo fim da segregação racial. O manifesto em prol dos Direitos Civis de todos os cidadãos americanos contou com a participação de mais de 200 mil pessoas. Na ocasião, Luther King proferiu o célebre discurso Eu tenho um sonho, que clamava por uma sociedade de liberdade e igualdade.
Aos 35 anos, Luther King foi contemplado com o Nobel da Paz, sendo o mais jovem ganhador deste importante Prêmio. A não-violência foi a forma utilizada para articular sua luta, realizada por meio de uma resistência firme, mas pacífica. No entanto, o líder político foi preso por diversas vezes, duramente criticado e sofreu ameaças por seus posicionamentos.
A batalha de Luther King pelos direitos civis dos negros teve continuidade com a aprovação da Lei dos Direitos Civis, assinada em 1964, que garantia a igualdade de direitos. No ano seguinte, mais uma importante conquista aconteceria: a aprovação da Lei dos Direitos de Voto para os negros. Luther King também lutou em favor de oportunidades de emprego para os pobres no país e, em 1967, uniu-se ao Movimento pela paz na Guerra do Vietnã.
ASSASSINATO – Martin Luther King foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, aos 39 anos, em Menphis. Todavia, sua luta significou um marco histórico na defesa pelos direitos civis de toda a humanidade e pela paz. Seu legado influenciou o fim do Apartheid na África do Sul e permitiu que o mundo assistisse, na primeira década do século XXI, a ascensão do primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, Barack Obama.
Temos um sonho e a luta continua!
Manifestações de racismo são constantes na sociedade brasileira e mundial, e ainda assistimos a crimes bárbaros motivados pela questão racial. Os níveis de vitimização de jovens negros são alarmantes, conforme consta no Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil, publicação do Ministério da Justiça e do Instituto Sangari, recentemente lançada (disponível em: www.mapadaviolencia.org.br).
De acordo com a análise, em todos os dados apresentados, a população negra ocupa os primeiros lugares entre as vítimas por mortes violentas, principalmente os homens negros. “Esta situação está presente em todas as regiões brasileiras, com raras exceções em alguns Estados, e visibiliza um nítido componente racial no perfil de incidência dessas mortes” (trecho do relatório).
FUNDAÇÃO PALMARES – Neste governo, o cerne da luta contra o racismo é fomentar ações de enfrentamento às violências motivadas pela discriminação, contribuindo para a promoção do direito da população negra à vida. E construir políticas de ações afirmativas para a valorização da cultura negra é o desafio da Fundação Cultural Palmares (FCP), ora sob a presidência de Eloi Ferreira de Araujo.
Com ferramentas como o Estatuto da Igualdade Racial e a disposição de avançar na transversalidade da cultura com os demais órgãos governamentais e segmentos sociais, os gestores da Palmares desejam promover a identidade dos negros e das negras no Brasil e no mundo. No Internacional Mundial dos Povos Afrodescendentes, Luther King inspira o combate à discriminação.
Violência racial é violação de direitos humanos. Portanto, a luta pela igualdade e pela liberdade não pode parar!
Luther King, um perfil
Martin Luther King nasceu numa família de negros norte-americanos, em 15 de janeiro de 1929, na parte mais radical do segregacionismo – o sul dos Estados Unidos, em Atlanta. Filho e neto de pastores, cresceu num ambiente de fortes convicções políticas e religiosas, tornando-se pastor batista aos dezenove anos. Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Defendeu a luta pela paz e se dedicou à filosofia do protesto não violento, inspirado nas idéias do líder indiano Mahatma Gandhi.
Serviço
Para ler sobre outros acontecimentos e personalidades importantes da história dos negros e negras, consulte o Calendário Internacional da Cultura Negra e a Galeria de Personalidades Negras
2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Presidente da Palmares quer punição para crime de Jair Bolsonaro Deputado Federal do PP.
Presidente da Palmares quer punição para crime de Bolsonaro
terça-feira, 29 / março / 2011 by Ascom
E-MAIL RECEBIDO DA FUNDAÇÃO PALMARES.
O deputado Bolsonaro e a cantora Preta Gil, durante o programa
Da Assessoria de Comunicação
O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, reagiu com indignação às declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e estuda, com o departamento jurídico da instituição, a adoção de medidas contra o ato de racismo. Dentre outras ofensas, o deputado, respondendo a uma pergunta da cantora Preta Gil sobre o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra, respondeu que não iria “discutir promiscuidade”.
“É preciso coibir todo e qualquer ato que vise fomentar o racismo. E é isso que faremos”, reagiu Araujo.
OS FATOS – As declarações ofensivas foram dadas na noite da última segunda-feira, 28, ao programa humorístico CQC, atingindo, principalmente, os negros e os homossexuais. E tiveram grande repercussão nas mídias sociais. Dentre outras coisas, o parlamentar disse que não conseguia imaginar o que faria se tivesse um filho gay. “Isso nem passa pela minha cabeça, eu dei uma boa educação, fui pai presente, não corro este risco.”
Questionado sobre cotas raciais, o político disse que “não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista”. Mas a resposta mais grosseira foi dada ao questionamento feito pela cantora Preta Gil, filha do ex-ministro e músico Gilberto Gil: “Oh, Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.
REAÇÕES – Em seu perfil no Twitter, Preta Gil afirmou que irá processar o deputado: “Não farei somente por mim e pela minha família, que foi ofendida e caluniada por ele, mas também por todos os negros e gays desse País”, escreveu Preta Gil. Já o deputado e ativista do movimento gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) declarou, também no Twitter, que irá encaminhar, o mais rapidamente possível, uma representação “contra esse racista homofóbico no Conselho de Ética da Câmara”.
Com a repercussão pública negativa, Jair Bolsonaro esboçou uma defesa inconsistente, em entrevista ao portal G1: “O que eu entendi, na pergunta, foi ‘o que você faria se seu filho tivesse relacionamento com um gay’. Por isso respondi daquela maneira”, disse. “Não sou racista. Apesar de não aprovar o comportamento da Preta Gil, não responderia daquela maneira”.
CRIME INAFIANÇÁVEL – O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, considerou configurado o ato preconceituoso, lembrando que racismo é crime inafiançável e imprescritível (Constituição Federal), estando sujeito a pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa (Lei 7.716). Enfático, Araujo diz que as declarações do deputado ferem a dignidade humana e não podem ficar impunes, lembrando que foram dadas fora do Parlamento.
As leis
Constituição Federal
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
Leia aqui a íntegra da Constituição
Lei 7.716
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
Leia aqui a íntegra da lei 7.716.
Outras repercussões
Confira abaixo mais repercussões sobre o ato lamentável caso:
Revista Quem – Em entrevista exclusiva a Revista Quem, advogado de Preta Gil confirma que a cantora ajuizará ações nas esferas cível e criminal contra o deputado Jair Bolsonaro pelos crimes de racismo e homofobia. As comissões de Direitos Humanos e Ética da Câmara dos Deputados também serão notificadas para apurar possível falta de decoro parlamentar. Para ler a notícia completa, clique aqui.
Jornal do Brasil – Cantora Preta Gil solicita ao Ministério Público apuração de crime de intolerância racial e homofobia contra o deputado Jair Bolsonaro. Em entrevista ao programa CQC, ao responder se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma negra, o parlamentar disse que “não corria o risco” por que eles foram “muito bem educados” e não viveram num ambiente “como lamentavelmente” era o dela. Para ler a notícia completa, clique aqui.
Estadão – Em entrevista na noite da segunda-feira, 28, ao programa CQC, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu declarações que tiveram grande repercussão nas mídias sociais e devem gerar reações de diversas entidades e militantes, como os movimentos gay e negro. Questionado sobre cotas raciais, disse: “Eu não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista.” Para ler a notícia completa, clique aqui.
O Globo – Preta Gil se emociona e chora de indignação ao assistir o vídeo exibido pelo programa CQC com entrevista de conteúdo racista do deputado federal, Jair Bolsonaro. “Advogado acionado, sou uma mulher negra, forte e irei até o fim contra esse deputado, racista, homofóbico, nojento, conto com o apoio de vocês”. Mensagem postada em seu perfil no Twitter. Para ler a notícia completa, clique aqui.
A Tarde – Em resposta a uma pergunta feita por Preta Gil sobre a possibilidade de seu filho se envolver com uma mulher negra, o deputado Jair Bolsonaro responde: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, disse. Para ler a notícia completa, clique aqui.
Folha de S. Paulo – Flávio e Carlos Bolsonaro defendem a atitude do pai, Jair Bolsonaro, que afirmou em entrevista ao programa CQC não “correr o risco” de um de seus filhos se apaixonar por uma mulher negra. E completou: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Para Flávio e Carlos, o pai não entendeu a pergunta. Para ver a notícia completa, clique aqui.
Estadão – Deputados ameaçam representar no Conselho de Ética do Congresso Nacional contra declarações racistas e homofóbicas de Bolsonaro. Para ler a notícia completa clique aqui.
Na TV – O colunista Fernando Oliveira, do Portal IG, publicou carta aberta ao deputado federal Jair Bolsonaro, do PT do Rio de Janeiro, e ao programa CQC exibido na emissora Band. Na carta, Oliveira propõe a reflexão: “O programa é mesmo uma lufada de ar fresco no humor brasileiro. Mas até que ponto explorar esse tipo de situação pode de fato despertar uma reflexão mais apurada?”. Para ler a notícia completa clique aqui.
Correio 24 horas – O jornal baiano noticiou as declarações do deputado federal. A população considerou as falas racistas e homofóbicas. Jair Bolsonaro será processado por Preta Gil. Para ler a notícia completa clique aqui.
Twitter – Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, defende pai dizendo que a “crítica” foi à postura de Preta Gil e não ato preconceituoso direcionado à população negra. “Bolsonaro não é racista nem homofóbico, é apenas contrário às cotas raciais e à apologia ao homossexualismo”. Para ler o perfil de Carlos no Twitter, clique aqui.
Correio Popular – Brizola Neto afirma que a Constituição jurada por Bolsonaro deixa claro ser crime qualquer ato de racismo. Brizola Neto diz não saber se retratação de Bolsonaro a esta altura seria suficiente. Para ler a notícia completa clique aqui.
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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Mundial dos Povos Afrodescendentes
terça-feira, 29 / março / 2011 by Ascom
E-MAIL RECEBIDO DA FUNDAÇÃO PALMARES.
O deputado Bolsonaro e a cantora Preta Gil, durante o programa
Da Assessoria de Comunicação
O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, reagiu com indignação às declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e estuda, com o departamento jurídico da instituição, a adoção de medidas contra o ato de racismo. Dentre outras ofensas, o deputado, respondendo a uma pergunta da cantora Preta Gil sobre o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra, respondeu que não iria “discutir promiscuidade”.
“É preciso coibir todo e qualquer ato que vise fomentar o racismo. E é isso que faremos”, reagiu Araujo.
OS FATOS – As declarações ofensivas foram dadas na noite da última segunda-feira, 28, ao programa humorístico CQC, atingindo, principalmente, os negros e os homossexuais. E tiveram grande repercussão nas mídias sociais. Dentre outras coisas, o parlamentar disse que não conseguia imaginar o que faria se tivesse um filho gay. “Isso nem passa pela minha cabeça, eu dei uma boa educação, fui pai presente, não corro este risco.”
Questionado sobre cotas raciais, o político disse que “não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista”. Mas a resposta mais grosseira foi dada ao questionamento feito pela cantora Preta Gil, filha do ex-ministro e músico Gilberto Gil: “Oh, Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.
REAÇÕES – Em seu perfil no Twitter, Preta Gil afirmou que irá processar o deputado: “Não farei somente por mim e pela minha família, que foi ofendida e caluniada por ele, mas também por todos os negros e gays desse País”, escreveu Preta Gil. Já o deputado e ativista do movimento gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) declarou, também no Twitter, que irá encaminhar, o mais rapidamente possível, uma representação “contra esse racista homofóbico no Conselho de Ética da Câmara”.
Com a repercussão pública negativa, Jair Bolsonaro esboçou uma defesa inconsistente, em entrevista ao portal G1: “O que eu entendi, na pergunta, foi ‘o que você faria se seu filho tivesse relacionamento com um gay’. Por isso respondi daquela maneira”, disse. “Não sou racista. Apesar de não aprovar o comportamento da Preta Gil, não responderia daquela maneira”.
CRIME INAFIANÇÁVEL – O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, considerou configurado o ato preconceituoso, lembrando que racismo é crime inafiançável e imprescritível (Constituição Federal), estando sujeito a pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa (Lei 7.716). Enfático, Araujo diz que as declarações do deputado ferem a dignidade humana e não podem ficar impunes, lembrando que foram dadas fora do Parlamento.
As leis
Constituição Federal
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
Leia aqui a íntegra da Constituição
Lei 7.716
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
Leia aqui a íntegra da lei 7.716.
Outras repercussões
Confira abaixo mais repercussões sobre o ato lamentável caso:
Revista Quem – Em entrevista exclusiva a Revista Quem, advogado de Preta Gil confirma que a cantora ajuizará ações nas esferas cível e criminal contra o deputado Jair Bolsonaro pelos crimes de racismo e homofobia. As comissões de Direitos Humanos e Ética da Câmara dos Deputados também serão notificadas para apurar possível falta de decoro parlamentar. Para ler a notícia completa, clique aqui.
Jornal do Brasil – Cantora Preta Gil solicita ao Ministério Público apuração de crime de intolerância racial e homofobia contra o deputado Jair Bolsonaro. Em entrevista ao programa CQC, ao responder se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma negra, o parlamentar disse que “não corria o risco” por que eles foram “muito bem educados” e não viveram num ambiente “como lamentavelmente” era o dela. Para ler a notícia completa, clique aqui.
Estadão – Em entrevista na noite da segunda-feira, 28, ao programa CQC, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu declarações que tiveram grande repercussão nas mídias sociais e devem gerar reações de diversas entidades e militantes, como os movimentos gay e negro. Questionado sobre cotas raciais, disse: “Eu não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista.” Para ler a notícia completa, clique aqui.
O Globo – Preta Gil se emociona e chora de indignação ao assistir o vídeo exibido pelo programa CQC com entrevista de conteúdo racista do deputado federal, Jair Bolsonaro. “Advogado acionado, sou uma mulher negra, forte e irei até o fim contra esse deputado, racista, homofóbico, nojento, conto com o apoio de vocês”. Mensagem postada em seu perfil no Twitter. Para ler a notícia completa, clique aqui.
A Tarde – Em resposta a uma pergunta feita por Preta Gil sobre a possibilidade de seu filho se envolver com uma mulher negra, o deputado Jair Bolsonaro responde: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, disse. Para ler a notícia completa, clique aqui.
Folha de S. Paulo – Flávio e Carlos Bolsonaro defendem a atitude do pai, Jair Bolsonaro, que afirmou em entrevista ao programa CQC não “correr o risco” de um de seus filhos se apaixonar por uma mulher negra. E completou: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Para Flávio e Carlos, o pai não entendeu a pergunta. Para ver a notícia completa, clique aqui.
Estadão – Deputados ameaçam representar no Conselho de Ética do Congresso Nacional contra declarações racistas e homofóbicas de Bolsonaro. Para ler a notícia completa clique aqui.
Na TV – O colunista Fernando Oliveira, do Portal IG, publicou carta aberta ao deputado federal Jair Bolsonaro, do PT do Rio de Janeiro, e ao programa CQC exibido na emissora Band. Na carta, Oliveira propõe a reflexão: “O programa é mesmo uma lufada de ar fresco no humor brasileiro. Mas até que ponto explorar esse tipo de situação pode de fato despertar uma reflexão mais apurada?”. Para ler a notícia completa clique aqui.
Correio 24 horas – O jornal baiano noticiou as declarações do deputado federal. A população considerou as falas racistas e homofóbicas. Jair Bolsonaro será processado por Preta Gil. Para ler a notícia completa clique aqui.
Twitter – Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, defende pai dizendo que a “crítica” foi à postura de Preta Gil e não ato preconceituoso direcionado à população negra. “Bolsonaro não é racista nem homofóbico, é apenas contrário às cotas raciais e à apologia ao homossexualismo”. Para ler o perfil de Carlos no Twitter, clique aqui.
Correio Popular – Brizola Neto afirma que a Constituição jurada por Bolsonaro deixa claro ser crime qualquer ato de racismo. Brizola Neto diz não saber se retratação de Bolsonaro a esta altura seria suficiente. Para ler a notícia completa clique aqui.
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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Mundial dos Povos Afrodescendentes
terça-feira, 29 de março de 2011
Líderes da Revolta de Búzios são reconhecidos como heróis!
segunda-feira, 28 / março / 2011 by Daiane Souza
Por Daiane Souza
A presidenta Dilma Rousseff sancionou, em 4 de março último, a Lei 12.391, que determina a inscrição dos nomes dos líderes da Revolta de Búzios no Livro de Aço dos Heróis Nacionais. Enforcados em praça pública, João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga são símbolos do movimento que reviu os ideais de liberdade e igualdade no País.
A Revolta ocorreu em 1798, época em que os princípios iluministas e a independência dos Estados Unidos influenciavam fortemente os ideais libertários dos brasileiros, que contrastavam com a precária condição de vida do povo negro. O grande diferencial do movimento foi a articulação de grupos mais pobres da população baiana para defender propostas que realmente os representassem.
OUTROS PRINCÍPIOS – A conspiração surgiu das discussões promovidas pela Academia dos Renascidos e foi apoiada pelas mais diversas classes sociais, tornando-se um dos primeiros movimentos populares da história do Brasil. Seus princípios eram a emancipação da colônia e a abolição da escravidão; o objetivo, transformar o Brasil numa república democrática. O sonho foi realizado, porém só 147 anos depois.
O Livro de Aço dos Heróis Nacionais, no qual estão registrados os quatro líderes da Revolta, fica exposto permanentemente no Panteão da Pátria e da Liberdade. Para quem deseja visitá-lo, o Panteão fica localizado no Eixo Monumental, Praça dos Três Poderes, na capital do Brasil, onde pode ser visto em qualquer dia da semana (inclusive nos feriados), entre as 9h e 18h.
“Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais” (lema da Revolução de Búzios)
Conheça os heróis da Revolta de Búzios
João de Deus do Nascimento
(1761 – 1799)
Filho de mulata alforriada com português, João de Deus nasceu em Salvador. Inconformado com a situação de miséria da colônia, participou de reuniões secretas, juntamente com estudantes, comerciantes, intelectuais, soldados e artesãos. Ao tomar conhecimento da Revolução Francesa, passou a discutir os ideais liberais e as possibilidades de sua aplicação no Brasil.
Lucas Dantas de Amorim Torres
( 1775 – 1799)
Pardo, escravo liberto, soldado e marceneiro, Lucas Dantas foi o responsável pela reunião de representantes das mais diversas classes sociais para debater sobre a liberdade e a independência do povo baiano.
Manuel Faustino Santos Lira
(1781 – 1799)
Filho de escrava liberta e pai desconhecido, Manuel Lira também nasceu em Salvador. Foi um dos primeiros suspeitos pela autoria de panfletos anônimos que conclamavam a população a defender a “República Bahiense”.
Luís Gonzaga das Virgens e Veiga
(1763 – 1799)
Soldado, negro, Luís Gonzaga das Virgens e Veiga era o mais letrado entre os líderes da revolta. Descendia de portugueses e crioulos. Sentiu e expressou o sentimento de revolta contra o preconceito de cor dominante no seu tempo. Foi autor do mais polêmico manifesto feito durante o movimento.
SERVIÇO
Leia aqui a íntegra da Lei 12.391
EMAIL RECEBIDO FUNDAÇÃO PALMARES.
segunda-feira, 28 / março / 2011 by Daiane Souza
Por Daiane Souza
A presidenta Dilma Rousseff sancionou, em 4 de março último, a Lei 12.391, que determina a inscrição dos nomes dos líderes da Revolta de Búzios no Livro de Aço dos Heróis Nacionais. Enforcados em praça pública, João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga são símbolos do movimento que reviu os ideais de liberdade e igualdade no País.
A Revolta ocorreu em 1798, época em que os princípios iluministas e a independência dos Estados Unidos influenciavam fortemente os ideais libertários dos brasileiros, que contrastavam com a precária condição de vida do povo negro. O grande diferencial do movimento foi a articulação de grupos mais pobres da população baiana para defender propostas que realmente os representassem.
OUTROS PRINCÍPIOS – A conspiração surgiu das discussões promovidas pela Academia dos Renascidos e foi apoiada pelas mais diversas classes sociais, tornando-se um dos primeiros movimentos populares da história do Brasil. Seus princípios eram a emancipação da colônia e a abolição da escravidão; o objetivo, transformar o Brasil numa república democrática. O sonho foi realizado, porém só 147 anos depois.
O Livro de Aço dos Heróis Nacionais, no qual estão registrados os quatro líderes da Revolta, fica exposto permanentemente no Panteão da Pátria e da Liberdade. Para quem deseja visitá-lo, o Panteão fica localizado no Eixo Monumental, Praça dos Três Poderes, na capital do Brasil, onde pode ser visto em qualquer dia da semana (inclusive nos feriados), entre as 9h e 18h.
“Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais” (lema da Revolução de Búzios)
Conheça os heróis da Revolta de Búzios
João de Deus do Nascimento
(1761 – 1799)
Filho de mulata alforriada com português, João de Deus nasceu em Salvador. Inconformado com a situação de miséria da colônia, participou de reuniões secretas, juntamente com estudantes, comerciantes, intelectuais, soldados e artesãos. Ao tomar conhecimento da Revolução Francesa, passou a discutir os ideais liberais e as possibilidades de sua aplicação no Brasil.
Lucas Dantas de Amorim Torres
( 1775 – 1799)
Pardo, escravo liberto, soldado e marceneiro, Lucas Dantas foi o responsável pela reunião de representantes das mais diversas classes sociais para debater sobre a liberdade e a independência do povo baiano.
Manuel Faustino Santos Lira
(1781 – 1799)
Filho de escrava liberta e pai desconhecido, Manuel Lira também nasceu em Salvador. Foi um dos primeiros suspeitos pela autoria de panfletos anônimos que conclamavam a população a defender a “República Bahiense”.
Luís Gonzaga das Virgens e Veiga
(1763 – 1799)
Soldado, negro, Luís Gonzaga das Virgens e Veiga era o mais letrado entre os líderes da revolta. Descendia de portugueses e crioulos. Sentiu e expressou o sentimento de revolta contra o preconceito de cor dominante no seu tempo. Foi autor do mais polêmico manifesto feito durante o movimento.
SERVIÇO
Leia aqui a íntegra da Lei 12.391
EMAIL RECEBIDO FUNDAÇÃO PALMARES.
segunda-feira, 28 de março de 2011
2011 - ANO INTERNACIONAL DOS POVOS AFRODESCENDENTES
2011 - ANO INTERNACIONAL DOS POVOS AFRODESCENDENTES
(Instituído pela ONU)
OBJETIVO: O objetivo do ano é aumentar a consciência dos desafios que as pessoas de Ascendência Africana enfrentam.
Espera-se que o ano promova discussões com vários parceiros e que proponham soluções para a questão
Acredito ser muito importante a ONU instituir o Ano Internacional dedicado
as Povos de Ascendência Africana, haja visto os problemas vividos no mundo
por esta etnia.
Exemplo deste sofrimento foi visto ontem no jogo do Brasil X Escócia
quando um torcedor revoltado com o resultado do jogo atirou uma banana
em Neymar.
Louvável está preocupação da ONU pois o que acontece no nosso dia a dia é muito grave. As vezes de forma velada e outras vezes não queremos ver e
outras vezes não percebemos.
Espero que todas as Instituições e os governos façam ações efetivas para melhoras a vida desta população tão sofrida desde lá dos navios negreiros
que vinham cheio de pessoas chegando aqui metade já esta morta pelas condições sub-humana destes navios. (Arrancados da sua Pátria)
Segundo a Declaração e o Programa Durban 1, As pessoas Afrodescendentes
são reconhecidas vítimas destes Navios (estes navios não tinham condições
minimas) de atravessavam o Atlântico, superlotados e os traziam como mercadorias para trabalhar sem salário, com qualquer tempo por muitas
horas; apanhavam Muiito quando não conseguiam fazer o serviço por motivo de doença e por cansaço ; não podiam estudar nem eles nem os filhos; hora de descanso; não tinham roupas nem comida descente …
Esta era a vida dos Povos Africanos.
Mirjana Najcevska, Presidente do Grupo de Trabalho das Nações
Unidas Perito sobre Pessoas de Ascendência Africana:
“Este é o ano para reconhecer o papel das pessoas de Ascendência Africana
no desenvolvimento Global e para discutir a Justiça para atos discriminatórios
correntes e passados que levaram à situação de hoje”.
Segundo o grupo de trabalho os desafios maiores que as pessoas ascendentes
de Africanos enfrentam é o respeito e a administração da justiça, o acesso a
educação, emprego, saúde e habitação.
Outra conclusão que o Grupo chegou : Alguns países tem minoria de população ascendente de Africano, a população carcerária é desproporcional alta percentagem e recebem sentenças mais duras do que a etnia predominante. O enquadramento12 que resulta na sistemática segmentação das pessoas deascendência africana por policiais – criou e perpetuou grave estigmatização e esteriótipo dos afrodescendentes como dotado de uma propensão a criminalidade.
(GT) Muitos países com grande população afrodescendente a educação tem níveis baixo e menos acesso .
Também foi constatado que os Afrodescendente sofrem de desemprego em
nível elevado do que outros setores da sociedade em que vivem e de acesso
restrito à saúde e a habitação, muitas vezes devido à discriminação estrutural
que está incorporada dentro das sociedades.
Por último O trabalho salienta que a coleta de dados desagregados sobre a base da etnia é um aspecto importante de abordagem dos direitos humanos de Afrodescendente.
As políticas de governo para combater o racismo e a discriminação não podem ser corretamente formuladas, muito menos aplicadas, se essasinformações não
estiverem disponíveis.
O Ano Internacional dos Povos Afrodescendente deve se tornar um marco na
campanha em curso para promover os direitos das pessoas Ascendência Africana.
Merece ser acompanhada de atividades que estimulem a imaginação , aprimorem a compreensão da situação das pessoas de ascendência e seja uma catalizador para uma mudança real e positiva na vida diária de milhões de
pessoas ao redor do mundo. (NAVI PILLAY, Alta Comissária da ONU para
os Direitos Humanos).
O objetivo do ano é aumentar a consciência dos desafios que as pessoas de
Ascendência Africana enfrentam.
Espera-se que o ano promova discussões com vários parceiros e que proponham soluções para a questão.
http://unicrio.org.br/povosafro2011/
Maria Lucia da Silva Richard
(Instituído pela ONU)
OBJETIVO: O objetivo do ano é aumentar a consciência dos desafios que as pessoas de Ascendência Africana enfrentam.
Espera-se que o ano promova discussões com vários parceiros e que proponham soluções para a questão
Acredito ser muito importante a ONU instituir o Ano Internacional dedicado
as Povos de Ascendência Africana, haja visto os problemas vividos no mundo
por esta etnia.
Exemplo deste sofrimento foi visto ontem no jogo do Brasil X Escócia
quando um torcedor revoltado com o resultado do jogo atirou uma banana
em Neymar.
Louvável está preocupação da ONU pois o que acontece no nosso dia a dia é muito grave. As vezes de forma velada e outras vezes não queremos ver e
outras vezes não percebemos.
Espero que todas as Instituições e os governos façam ações efetivas para melhoras a vida desta população tão sofrida desde lá dos navios negreiros
que vinham cheio de pessoas chegando aqui metade já esta morta pelas condições sub-humana destes navios. (Arrancados da sua Pátria)
Segundo a Declaração e o Programa Durban 1, As pessoas Afrodescendentes
são reconhecidas vítimas destes Navios (estes navios não tinham condições
minimas) de atravessavam o Atlântico, superlotados e os traziam como mercadorias para trabalhar sem salário, com qualquer tempo por muitas
horas; apanhavam Muiito quando não conseguiam fazer o serviço por motivo de doença e por cansaço ; não podiam estudar nem eles nem os filhos; hora de descanso; não tinham roupas nem comida descente …
Esta era a vida dos Povos Africanos.
Mirjana Najcevska, Presidente do Grupo de Trabalho das Nações
Unidas Perito sobre Pessoas de Ascendência Africana:
“Este é o ano para reconhecer o papel das pessoas de Ascendência Africana
no desenvolvimento Global e para discutir a Justiça para atos discriminatórios
correntes e passados que levaram à situação de hoje”.
Segundo o grupo de trabalho os desafios maiores que as pessoas ascendentes
de Africanos enfrentam é o respeito e a administração da justiça, o acesso a
educação, emprego, saúde e habitação.
Outra conclusão que o Grupo chegou : Alguns países tem minoria de população ascendente de Africano, a população carcerária é desproporcional alta percentagem e recebem sentenças mais duras do que a etnia predominante. O enquadramento12 que resulta na sistemática segmentação das pessoas deascendência africana por policiais – criou e perpetuou grave estigmatização e esteriótipo dos afrodescendentes como dotado de uma propensão a criminalidade.
(GT) Muitos países com grande população afrodescendente a educação tem níveis baixo e menos acesso .
Também foi constatado que os Afrodescendente sofrem de desemprego em
nível elevado do que outros setores da sociedade em que vivem e de acesso
restrito à saúde e a habitação, muitas vezes devido à discriminação estrutural
que está incorporada dentro das sociedades.
Por último O trabalho salienta que a coleta de dados desagregados sobre a base da etnia é um aspecto importante de abordagem dos direitos humanos de Afrodescendente.
As políticas de governo para combater o racismo e a discriminação não podem ser corretamente formuladas, muito menos aplicadas, se essasinformações não
estiverem disponíveis.
O Ano Internacional dos Povos Afrodescendente deve se tornar um marco na
campanha em curso para promover os direitos das pessoas Ascendência Africana.
Merece ser acompanhada de atividades que estimulem a imaginação , aprimorem a compreensão da situação das pessoas de ascendência e seja uma catalizador para uma mudança real e positiva na vida diária de milhões de
pessoas ao redor do mundo. (NAVI PILLAY, Alta Comissária da ONU para
os Direitos Humanos).
O objetivo do ano é aumentar a consciência dos desafios que as pessoas de
Ascendência Africana enfrentam.
Espera-se que o ano promova discussões com vários parceiros e que proponham soluções para a questão.
http://unicrio.org.br/povosafro2011/
Maria Lucia da Silva Richard
Lídice da Mata destaca importância do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes
Lídice da Mata destaca importância do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes18/03/2011 - 13:24
No Brasil, a cada três assassinatos, dois são de negros. De 2005 para 2008 houve uma queda de 22,7% nos homicídios contra pessoas brancas. Entre os negros, essa taxa subiu 12,1%. A senadora Lídice da Mata (PSB - BA) utilizou esses dados para destacar a importância de o país se incorporar à programação do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, que está sendo celebrado agora em 2011 sob a coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU).
O objetivo central da comemoração, de acordo com a parlamentar, é fortalecer as ações nacionais e a cooperação internacional e regional para assegurar que as pessoas de ascendência africana gozem plenamente de direitos econômicos, culturais, sociais, civis e políticos. Os eventos agendados também visam promover maior conhecimento e respeito pela herança e cultura diversificada do povo africano.
Lídice da Mata informou ainda que o ano internacional será encerrado oficialmente pela ONU com a convocação de um debate sobre as conquistas das metas da programação. O evento será realizado em setembro, na cidade de Nova York, durante sessão ordinária da Assembléia Geral da ONU. A senadora lembrou que na Bahia, um dos estados com maior número de negros no país, a luta contra o racismo tem espaço destacado entre a população.
- Ainda não conquistamos em nosso país a igualdade assegurada em nossa Constituição. Temos ainda 800 mil crianças entre sete e 14 anos fora das escolas. Dessas crianças, 500 mil são negras. A proporção de crianças e adolescentes negros fora das escolas é superior em 30%à média nacional - afirmou Lídice da Mata.
Visando incluir o Senado Federal nas comemorações do Ano dos Povos Afrodescendentes, Lídice da Mata requereu a realização de uma sessão solene, no Plenário da Casa, no dia 20 de novembro, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra.
Fonte: Senado
Leia materia completa: Lídice da Mata destaca importância do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes - Portal Geledés
No Brasil, a cada três assassinatos, dois são de negros. De 2005 para 2008 houve uma queda de 22,7% nos homicídios contra pessoas brancas. Entre os negros, essa taxa subiu 12,1%. A senadora Lídice da Mata (PSB - BA) utilizou esses dados para destacar a importância de o país se incorporar à programação do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, que está sendo celebrado agora em 2011 sob a coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU).
O objetivo central da comemoração, de acordo com a parlamentar, é fortalecer as ações nacionais e a cooperação internacional e regional para assegurar que as pessoas de ascendência africana gozem plenamente de direitos econômicos, culturais, sociais, civis e políticos. Os eventos agendados também visam promover maior conhecimento e respeito pela herança e cultura diversificada do povo africano.
Lídice da Mata informou ainda que o ano internacional será encerrado oficialmente pela ONU com a convocação de um debate sobre as conquistas das metas da programação. O evento será realizado em setembro, na cidade de Nova York, durante sessão ordinária da Assembléia Geral da ONU. A senadora lembrou que na Bahia, um dos estados com maior número de negros no país, a luta contra o racismo tem espaço destacado entre a população.
- Ainda não conquistamos em nosso país a igualdade assegurada em nossa Constituição. Temos ainda 800 mil crianças entre sete e 14 anos fora das escolas. Dessas crianças, 500 mil são negras. A proporção de crianças e adolescentes negros fora das escolas é superior em 30%à média nacional - afirmou Lídice da Mata.
Visando incluir o Senado Federal nas comemorações do Ano dos Povos Afrodescendentes, Lídice da Mata requereu a realização de uma sessão solene, no Plenário da Casa, no dia 20 de novembro, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra.
Fonte: Senado
Leia materia completa: Lídice da Mata destaca importância do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes - Portal Geledés
segunda-feira, 21 de março de 2011
Fluxos e refluxos da luta contra a discriminação racial no Brasil
Fluxos e refluxos da luta contra a discriminação racial no Brasil
EMAIL RECEBIDO DA FUNDAÇÃO PALMARESFoto: Divulgação
Juíza Luislinda Valois: história de vida sintetiza o racismo de parte da sociedade brasileira
Por Suzana Varjão
“Menina, se seu pai não pode comprar o material, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos!”
Luislinda Valois tinha nove anos quando ouviu o conselho – quase uma sentença – do professor de artes, porque o pai não tivera dinheiro para comprar o estojo de desenho que ele pedira. Mais de meio século depois, o que parecia ser resquício retardado do Brasil escravista se repete, com a mesma personagem, evidenciando a necessidade de reflexão sobre uma das maiores mazelas de nossa sociedade: a discriminação racial.
“Natália do Vale enche de mimos a camareira.”
Este último texto-sentença, postado em um site caça-estrelas em 2010, pretendia descrever a foto tirada pela juíza Luislinda Valois durante as gravações da homenagem a ela prestada pela novela Viver a Vida, da Rede Globo de Televisão. Ironicamente, pela história de superação que ela encarna; pela capacidade demonstrada de vencer as barreiras impostas pelo tipo de preconceito destilado por seu professor primário…
Em outras palavras, sem informação sobre quem estava em companhia da atriz, a colunista do site não teve escrúpulos em atribuir à juíza um dos lugares “naturalmente” destinados aos negros pelo racismo cultural de parte da sociedade brasileira – o que ilustra a complexidade dos dispositivos que colocam em funcionamento, de modo automatizado, a discriminação racial no País. Voltemos ao tempo da garota Luislinda.
“Não vou fazer feijoada pra branco, não. Vou é ser juíza e lhe prender!”
A Luislinda de hoje não encarcerou o professor que fizera chorar a menina de ontem, mas parte da promessa foi (está sendo) cumprida. E dentre seus inúmeros feitos em defesa da cidadania dos negros e das negras, está a primeira sentença proferida contra um ato racista no Brasil – um precedente jurídico que imprimiu avanços significativos na luta contra a discriminação.
Em síntese, os proprietários do site foram processados e condenados a pagar indenização em dinheiro e a inserir, durante um ano, conteúdos de valorização da cultura negra em seu espaço virtual. Mas o episódio é revelador: se uma negra de tamanha estatura intelectual e ética não escapou desse tipo de violência, o que dizer de negros e negras sem poder econômico e simbólico? Por eles, Luislinda voltou a chorar.
“Chorei, desta vez, pelas meninas negras que não serão juízas, porque não deixarão que o sejam.”
A história de Luislinda Valois é emblemática. Ao demonstrar como a mensagem humanista da macroesfera de poderes foi sobrepujada por uma prática discriminatória, expõe o modo de operação do racismo verde-e-amarelo, deslocando-o da perspectiva meramente ideológica, ou discursiva, para inseri-lo no campo das mentalidades – o que significa dizer da cultura [1].
Além de desautorizar análises simplistas sobre esta grave problemática, a sofrida trajetória da juíza esboça uma síntese significativa do combate à discriminação racial, feito de fluxos e refluxos, como registra o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, em artigo publicado no Correio Braziliense; e atesta o levantamento realizado pelas jornalistas Daiane Souza e Denise Porfírio.
No Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, esta e outras histórias desvendam a intrincada rede de poderes, fazeres e dizeres que tece o extermínio cultural e físico dos afro-brasileiros – as maiores vítimas de homicídio no Brasil, como registrado na reportagem da jornalista Joceline Gomes. Uma realidade que deve constar das prioridades das celebrações durante 2011, instituído como o Ano Mundial dos Povos Afrodescendentes.
[1] O sentido de cultura aqui usado é o sociológico, designando modo de vida, e não apenas os elementos da arte e da literatura.
O dia 21 de março
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória dos que tombaram no Massacre de Sharpeville. O crime ocorreu no ano de 1960, na cidade de Johannesburgo, capital da África do Sul, matando 69 pessoas e ferindo outras 186, entre crianças, mulheres e homens negros que protestavam contra a Lei do Passe, que os obrigava a portarem cartões indicativos dos locais por onde podiam circular.
Encontro histórico de Dilma Rousseff e Barack Obama em Brasília
Encontro histórico de Dilma Rousseff e Barack Obama em Brasília - Email recebido da Fundação Palmares
Fotomontagem: Daiane Souza / FCP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff
Por Joceline Gomes
Superação de preconceitos e desconstrução do olhar sobre determinados agrupamentos sociais. Estas são algumas das consequências desejáveis do encontro histórico entre a primeira presidenta da história do Brasil, Dilma Rousseff, com o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, Barack Obama, previsto para se realizar no dia 19 de março, próximo sábado, em Brasília.
Mesmo não tendo levantado essa bandeira durante sua campanha, Obama plantou esperança em negros de todo o mundo, que viram uma oportunidade única de provar, como dizia o slogan de sua campanha, “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”, em inglês).
Dilma, por sua vez, é a representação máxima do potencial feminino em cargos políticos entre as mulheres brasileiras. Este encontro é uma prova simbólica de que os preconceitos não se justificam sob nenhum argumento e que todos são, sim, capazes, independentemente de raça, gênero ou formação.
Como prova de sua atenção aos africanos e membros da Diáspora, em sua primeira visita oficial ao País, Obama assinará um acordo de cooperação que baseará a atuação conjunta dos EUA e do Brasil no desenvolvimento de países africanos, além de outro, que estimulará as trocas comerciais entre os dois países. Novamente, um fato histórico.
QUESTÕES DE GÊNERO – O continente ainda passa por muitos conflitos de gênero, que se traduzem em violências, como a mutilação genital feminina, que ainda acontece em pelo menos 28 países da África, quatro do Oriente Médio, quatro da Ásia e em comunidades migrantes na Europa, América do Norte e Austrália. Um crime combatido pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas ainda praticado contra cerca de 3 milhões de mulheres por ano.
Mulheres como Somali Waris Dirie, que afirma: “Desmaiei muitas vezes. É impossível descrever a dor que se sente”. Dirie nasceu num vilarejo da Somália e foi mutilada aos cinco anos. Hoje, é modelo e ativista contra a mutilação genital feminina em uma fundação que leva o seu nome. Além disso, é embaixadora da ONU contra a mutilação feminina.
SUPERAÇÃO – Histórias como a desta modelo se repetem mundo afora. Mulheres que superaram uma situação de humilhação e tortura e hoje servem de exemplo a milhões de outras. No Brasil, temos Maria da Penha, que, após ser agredida pelo marido por muitos anos, ficou paralítica, tornou-se grande ativista e deu nome a uma lei que reprime a violência contra a mulher.
Presa e torturada durante a ditadura militar, Dilma Rousseff manifesta-se, frequentemente, contra todo tipo de violência, declarando-se orgulhosa por ter vencido obstáculos e ser a primeira presidenta do Brasil: “Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres também possam, no futuro, ser presidenta; e para que [...] todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher”, afirmou, no discurso de posse no Congresso.
QUESTÕES ÉTNICAS – Para Barack Obama, as coisas também foram complicadas. Sua trajetória política foi marcada por desafios. Determinado, foi o primeiro negro a ser presidente da Harvard Law Review, revista criada na universidade de Direito de Harvard, e único senador afro-americano na legislatura anterior à sua posse como presidente dos EUA.
Em 2009, veio o reconhecimento. Além de iniciar seu mandato, Barack Obama recebeu o prêmio Nobel da Paz, “pelos extraordinários esforços para reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”.
RIO DE JANEIRO – De Brasília, Obama segue para o Rio de Janeiro, onde visitará uma Unidade de Polícia Pacificadora em um morro carioca com o governador do estado, Sérgio Cabral. Um discurso aos brasileiros está previsto para o domingo, dia 20, na Cinelândia, no centro da Cidade Maravilhosa.
O encontro de uma mulher, Dilma, presidenta do país com o maior número de negros fora do continente africano; e de um negro, Obama, presidente do país mais economicamente poderoso do mundo, demonstra que o planeta está se transformando, e que a realidade de mulheres, negros e mulheres negras tende a mudar. Simbólica e politicamente, este encontro é significativo, e marcará uma agenda política pautada pela diversidade e pelo fim do preconceito para os próximos anos.
Categoria: Notícia Tags: África, Barack Obama, Brasília, Dilma Rousseff, Obama no Brasil, Rio de Janeiro
Insurreição do Queimado, um marco da luta pela liberdade
Insurreição do Queimado, um marco da luta pela liberdade
Por Jaqueline Freitas
O dia 19 de março de 1849 é um dos mais significativos do calendário da cultura negra. Nesta data, aconteceu a Insurreição do Queimado, esse emblemático episódio da história afro-brasileira. E apesar dos escassos registros sobre o assunto, a data é lembrada e celebrada, principalmente, no Estado do Espírito Santo, onde ocorreu o grito de liberdade dos negros escravizados.
Principal movimento contra a escravidão ocorrido no Espírito Santo, a Insurreição do Queimado é resultado da construção de um processo político de conquistas e foi um marco na história da negritude capixaba. Contam os pesquisadores que a revolta nasceu de uma promessa não concretizada de liberdade, feita pelo frei italiano Gregório José Maria de Bene aos escravos da localidade de São José do Queimado, hoje distrito do município de Serra.
ESTOPIM – Tido como defensor dos ideais de liberdade, o missionário tinha interesses políticos em construir uma igreja na região, e teria garantido a negociação da alforria com os donos de fazendas, em troca da construção do templo pelos escravos. Há relatos de que o frei não teria garantido nada, e, sim, prometido interceder junto aos fazendeiros para obter a concessão da alforria. Consta, ainda, que ele realmente não admitia a escravidão e que teria estabelecido uma estreita ligação com os escravos, o que preocupava e contrariava quem usava a mão de obra escrava para enriquecer.
O fato é que o não cumprimento do que fora interpretado como uma promessa deflagrou uma rebelião. Relatos de descendentes dos sobreviventes apontam que mais de 300 homens, mulheres e até crianças manifestaram o inconformismo – afinal, a igreja fora entregue pronta antes do dia de São José, conforme combinado, e resultara de muito tempo de árduo trabalho. Conta-se, também, que o templo foi construído com pedras divididas por tamanhos, e carregadas por longas distâncias e subidas íngremes; as pedras pequenas, do tamanho de um punho, eram destinadas às crianças, algumas com apenas seis anos de idade.
VIOLÊNCIA – O movimento foi caracterizado por extrema violência, especialmente na contenção, por parte da Polícia da Província, e durou cinco dias, até a prisão de seu principal líder, Eliziário Rangel. A maioria dos escravos foi brutalmente assassinada e seus corpos jogados na hoje chamada “Lagoa das Almas”.
Alguns sobreviventes foram para o município de Cariacica, onde fundaram o Quilombo de Rosa d’ Água. Além de Eliziário, os outros líderes foram Francisco de São José (o “Chico Prego”) e João Monteiro (o “João da Viúva”). Chico Prego e João da Viúva foram enforcados, mas Eliziário protagonizou uma lendária fuga – saiu pela porta da cela deixada aberta –, no que foi considerado pelos escravos como um milagre atribuído a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo. Na verdade, o carcereiro, penalizado com os maus tratos impostos aos negros, confessou, depois, ter facilitado a fuga.
Elisiário tornou-se uma lenda para os negros que sonhavam com a liberdade, e foi alcunhado como o “Zumbi da Serra”, em alusão ao herói do Quilombo dos Palmares. Chico Prego ganhou estátua em uma praça no município da Serra, e seu nome batiza a Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
SUGESTÕES DE LEITURA
Insurreição do Queimado, de Afonso Cláudio de Freitas Rosa. Escrito e lançado ainda durante a vigência da escravidão, o livro foi publicado em 1884 e constitui a primeira narrativa monográfica acerca do episódio. O autor foi conhecido abolicionista e republicano.
Revolta Negra na Freguesia de São José do Queimado: escravidão, resistência e liberdade no século XIX na província do Espírito Santo (1845-1850), de Lavínia Coutinho Cardoso. Dissertação de mestrado em História, apresentada em 2008 na Universidade Federal do Espírito Santo.
Leia mais sobre datas importantes para a cultura afro-brasileira no Calendário Internacional da Cultura Negra. E-mail recebido da Fundação Palmares.
Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
O crime de Sharpeville: Imperioso lembrar para jamais repetir, ou imitar
Eloi Ferreira de Araujo, Correio Braziliense*
Hoje é um dia especial para a cultura negra. Há exatos 51 anos, 69 crianças, mulheres e homens negros foram assassinados em praça pública pelo exército sul-africano no bairro de Sharpeville, na cidade de Johannesburgo. Motivo: terem saído às ruas, pacificamente, para reivindicar a extinção da Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação com o registro dos locais por onde lhes era permitido circular.
O crime do regime do Apartheid da África do Sul ficou conhecido como O Massacre de Sharpeville. E motivou a instituição do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Uma data que o Brasil, a maior Diáspora Africana do continente americano, tem razões, infelizmente, para relembrar.
O Governo Brasileiro, em articulação com a sociedade civil organizada, tem dado passos largos para desestabilizar a mentalidade que constrói tragédias como a de Sharpeville. As políticas de ações afirmativas, que elevaram consideravelmente o número de negros e negras nas universidades públicas; e a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, marco histórico para a construção da igualdade de oportunidades entre negros e não-negros, são dois dos mais recentes passos da política de inclusão para o acesso aos bens econômicos e culturais do País.
Mas ainda há muito a enfrentar.
Uma rápida análise do noticiário é suficiente para identificar manifestações de racismo na sociedade brasileira. Em 13 de janeiro deste ano, por exemplo, os seguranças de um supermercado em São Paulo foram acusados de apreender, ilegalmente, uma criança de 10 anos, sob acusação de furto e gritos de “negrinho sujo e fedido”. Depois de submeter o garoto a humilhações, os seguranças encontraram em seu bolso o ticket que comprovava que ele pagara pelos objetos sob suspeita…
No Carnaval baiano deste ano, mais um indicativo de discriminação. O líder da banda de pagode Psirico acusou um empresário, em plena Avenida, sob as luzes das câmeras de TV, de tê-lo chamado de “preto” e “favelado”. Os casos ganharam destaque nos veículos de comunicação de massa, mas são apenas dois exemplos, dentre diversos outros registrados em notas de rodapé ou em Boletins de Ocorrência Policial.
O caldo de cultura que baseia tais ataques à identidade de descendentes de africanos está, sem sombra de dúvida, entrelaçado com o perfil dominante das mortes violentas no País, que vitimam, em sua maioria, jovens negros, segundo estudos sobre violência urbana da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O mesmo caldo que motivou o assassinato dos jovens sul-africanos.
E os brasileiros têm consciência da força simbólica do racismo. Não foi à toa que festejaram a eleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos da América. Um negro no comando da mais poderosa nação do mundo emite simbolismo oposto ao que guia as mãos e as vozes que agridem a identidade dos negros e negras no Brasil e no mundo.
Não foi à toa também que, das conversas com a presidenta Dilma Rousseff, tenha constado a agenda da cultura negra. Para além dos resultados imediatos da discussão sobre o Plano de Ação Conjunta Brasil-Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-racial e Promoção da Igualdade, que norteou a pauta sobre o assunto, há os efeitos simbólicos da visita em si de Barack Obama sobre a identidade negra no Brasil.
Efeitos previsivelmente positivos. Um dos muitos que, esperamos, serão gerados em 2011, instituído pela ONU como o Ano Mundial dos Afrodescendentes.
* Artigo de Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, publicado originalmente no Correio Braziliense, sob título “O crime de Sharpeville”.
quarta-feira, 16 de março de 2011
POSSE DO NOVO PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PALMARES.
“Nosso compromisso é com a inclusão da população negra”
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“Nosso compromisso é com a inclusão da população negra”
segunda-feira, 14 / março / 2011 by Suzana Varjão
Foto: Daiane Souza/FCP
O novo presidente da Palmares (C), em conversa com servidores e colaboradores
Por Suzana Varjão
Trabalhar pela inclusão de negros e negras em todos os ambientes socioeconômicos e culturais do País. Esta é a linha-guia da nova gestão da Fundação Cultural Palmares, revelada na manhã de hoje (14-03-11) por seu recém-nomeado presidente. Em conversa informal com servidores e colaboradores da instituição, Eloi Ferreira de Araujo expôs as principais metas de sua administração, traçadas em estreita articulação com as do Governo Federal.
“Nosso principal compromisso é com a inclusão da população negra”, anunciou.
Deslocando o sentido de cultura apreendido pelo senso comum para a dimensão sociológica, Ferreira comprometeu-se em vincular o trabalho na Palmares a dois eixos do plano de governo de Dilma Rousseff, seguindo orientações da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda: a erradicação da miséria e do analfabetismo. E evidenciou, por meio de dados, as linhas que interligam a cultura negra a estes dois fortes tópicos da agenda governamental.
“Dos 50 milhões de analfabetos, 80% são negros e negras. Dos 52 milhões que fazem uso do programa Bolsa Família, 70% são negros e negras”.
Para além da dimensão social, Ferreira falou sobre a importância do simbolismo tecido pela esfera artística, lembrando que na década de 80 o antropólogo Darcy Ribeiro levou Clementina de Jesus para uma apresentação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro – ambiente até então proibitivo para a cultura negra. E que “aquela voz forte, única”, emitida por uma negra em cadeira de rodas, marcou o início de uma era de conquistas.
”A partir dali, foram abertos espaços para os movimentos sociais, especialmente os movimentos negros, ocuparem, hoje, os grandes salões”.
ESTATUTO – Militante histórico da causa negra, Eloi Ferreira de Araujo foi um dos grandes articuladores do Estatuto da Igualdade Racial, marco da luta em favor da população negra no Brasil. “O debate sobre o Estatuto suscitou e ainda suscita discussões sobre uma matéria que diz respeito à nação brasileira como um todo, que são as relações entre negros e não-negros”, pontuou, conclamando a audiência a contribuir com o processo.
”No Estatuto, a cultura está registrada de modo ainda insuficiente. É necessário regulamentar o capítulo relativo à cultura negra, o que tem de sair deste ambiente”.
Promovendo outro deslocamento importante em relação à promoção da cultura negra, Ferreira chamou a atenção para a necessidade de romper com a mentalidade do confinamento político-administrativo, envolvendo as demais instituições governamentais na construção da cidadania para a população afrodescendente. “Cultura não é algo solto, à parte. A missão da Palmares envolve todos os órgãos de governo”.
SERVIDORES – Visivelmente emocionado, Eloi Ferreira disse que sempre lançou “um olhar carinhoso sobre o trabalho da Palmares, desde sua criação”, e que sentiu um grande entusiasmo com a convocação da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, “é um momento muito especial”, que dá continuidade ao processo desenvolvido ao longo dos três últimos anos na Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – Seppir (ler sobre trajetória).
Ciente de que trocas de gestão provocam tensões, o novo presidente da Palmares tranquilizou os servidores e colaboradores da instituição, explicando que seu intuito é promover um ambiente solidário, construído a partir do comprometimento com os eixos de inclusão da população negra nos espaços de cidadania. “Desejo conhecer a todos e estimular o trabalho conjunto. É importante o espírito de corpo, de unidade”, sinalizou.
Outros trechos
“Lidamos com um tema sempre complexo, sempre difícil, porque – ironizou – no Brasil não há racismo nem machismo”…
“As relações raciais no Brasil deram um salto para além da questão cultural ou criminal”.
“Trabalharemos para a valorização e difusão da cultura e da memória dos negros e das negras do País”.
“A cultura da população negra é a cultura do Brasil, é ela que baliza todas as manifestações culturais do País”.
Boas vindas
Falando em nome dos(as) colegas, Edir Freitas de Paula deu as boas vindas ao novo presidente, chamando a atenção sobre a “multiculturalidade” da Palmares, expressa pelas “múltiplas faces” dos servidores e colaboradores da instituição, e o compromisso dos mesmos com a sua missão, “especialmente os mais antigos, aqueles que se sentaram no chão, com suas pranchetas”, quando a estrutura física da Fundação ainda era precária.
Funcionária da casa há mais de 25 anos e hoje lotada no Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA), Edir atestou o comprometimento daqueles que “incorporaram a instituição como sua casa”, e que “viram a Palmares crescer e ganhar credibilidade”. Em nome de todos, saudou também a presidenta Dilma Rousseff, dizendo acreditar que sua sensibilidade resultará em avanços para a agenda social do País.
”A Fundação representa uma necessidade da Nação, e temos muito a contribuir, não só com esta gestão, mas com a proposta geral do governo”, resumiu.
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“Nosso compromisso é com a inclusão da população negra”
segunda-feira, 14 / março / 2011 by Suzana Varjão
Foto: Daiane Souza/FCP
O novo presidente da Palmares (C), em conversa com servidores e colaboradores
Por Suzana Varjão
Trabalhar pela inclusão de negros e negras em todos os ambientes socioeconômicos e culturais do País. Esta é a linha-guia da nova gestão da Fundação Cultural Palmares, revelada na manhã de hoje (14-03-11) por seu recém-nomeado presidente. Em conversa informal com servidores e colaboradores da instituição, Eloi Ferreira de Araujo expôs as principais metas de sua administração, traçadas em estreita articulação com as do Governo Federal.
“Nosso principal compromisso é com a inclusão da população negra”, anunciou.
Deslocando o sentido de cultura apreendido pelo senso comum para a dimensão sociológica, Ferreira comprometeu-se em vincular o trabalho na Palmares a dois eixos do plano de governo de Dilma Rousseff, seguindo orientações da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda: a erradicação da miséria e do analfabetismo. E evidenciou, por meio de dados, as linhas que interligam a cultura negra a estes dois fortes tópicos da agenda governamental.
“Dos 50 milhões de analfabetos, 80% são negros e negras. Dos 52 milhões que fazem uso do programa Bolsa Família, 70% são negros e negras”.
Para além da dimensão social, Ferreira falou sobre a importância do simbolismo tecido pela esfera artística, lembrando que na década de 80 o antropólogo Darcy Ribeiro levou Clementina de Jesus para uma apresentação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro – ambiente até então proibitivo para a cultura negra. E que “aquela voz forte, única”, emitida por uma negra em cadeira de rodas, marcou o início de uma era de conquistas.
”A partir dali, foram abertos espaços para os movimentos sociais, especialmente os movimentos negros, ocuparem, hoje, os grandes salões”.
ESTATUTO – Militante histórico da causa negra, Eloi Ferreira de Araujo foi um dos grandes articuladores do Estatuto da Igualdade Racial, marco da luta em favor da população negra no Brasil. “O debate sobre o Estatuto suscitou e ainda suscita discussões sobre uma matéria que diz respeito à nação brasileira como um todo, que são as relações entre negros e não-negros”, pontuou, conclamando a audiência a contribuir com o processo.
”No Estatuto, a cultura está registrada de modo ainda insuficiente. É necessário regulamentar o capítulo relativo à cultura negra, o que tem de sair deste ambiente”.
Promovendo outro deslocamento importante em relação à promoção da cultura negra, Ferreira chamou a atenção para a necessidade de romper com a mentalidade do confinamento político-administrativo, envolvendo as demais instituições governamentais na construção da cidadania para a população afrodescendente. “Cultura não é algo solto, à parte. A missão da Palmares envolve todos os órgãos de governo”.
SERVIDORES – Visivelmente emocionado, Eloi Ferreira disse que sempre lançou “um olhar carinhoso sobre o trabalho da Palmares, desde sua criação”, e que sentiu um grande entusiasmo com a convocação da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, “é um momento muito especial”, que dá continuidade ao processo desenvolvido ao longo dos três últimos anos na Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – Seppir (ler sobre trajetória).
Ciente de que trocas de gestão provocam tensões, o novo presidente da Palmares tranquilizou os servidores e colaboradores da instituição, explicando que seu intuito é promover um ambiente solidário, construído a partir do comprometimento com os eixos de inclusão da população negra nos espaços de cidadania. “Desejo conhecer a todos e estimular o trabalho conjunto. É importante o espírito de corpo, de unidade”, sinalizou.
Outros trechos
“Lidamos com um tema sempre complexo, sempre difícil, porque – ironizou – no Brasil não há racismo nem machismo”…
“As relações raciais no Brasil deram um salto para além da questão cultural ou criminal”.
“Trabalharemos para a valorização e difusão da cultura e da memória dos negros e das negras do País”.
“A cultura da população negra é a cultura do Brasil, é ela que baliza todas as manifestações culturais do País”.
Boas vindas
Falando em nome dos(as) colegas, Edir Freitas de Paula deu as boas vindas ao novo presidente, chamando a atenção sobre a “multiculturalidade” da Palmares, expressa pelas “múltiplas faces” dos servidores e colaboradores da instituição, e o compromisso dos mesmos com a sua missão, “especialmente os mais antigos, aqueles que se sentaram no chão, com suas pranchetas”, quando a estrutura física da Fundação ainda era precária.
Funcionária da casa há mais de 25 anos e hoje lotada no Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA), Edir atestou o comprometimento daqueles que “incorporaram a instituição como sua casa”, e que “viram a Palmares crescer e ganhar credibilidade”. Em nome de todos, saudou também a presidenta Dilma Rousseff, dizendo acreditar que sua sensibilidade resultará em avanços para a agenda social do País.
”A Fundação representa uma necessidade da Nação, e temos muito a contribuir, não só com esta gestão, mas com a proposta geral do governo”, resumiu.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
MINHA MÃE
MINHA MÃE É UMA PESSOA ENCANTADORA, EU A AMO MUITO.
MULHER DE FIBRA, HONESTA, DIGNA E TRABALHADORA.
CRIOU-NOS SOZINHA DESDE MUITO CEDO.
FICOU VIÚVA AOS TRINATA ANOS DE IDADE, EU TINHA 09 ANOS,
MINHA IRMÃ CAÇULA JURACI TINHA APENAS 10 MESES.
VOCÊ PODE IMAGINAR A SITUAÇÃO?
NUMA ÉPOCA EM QUE A MULHER SÓ TRABALHAVA EM CASA.
TEMPOS QUE PRECISOU MUITO AMOR E DEDICAÇÃO DELA.
FOI MUITO DIFÍCIL MAS GRAÇAS A SUA DETERMINAÇÃO E FÉ,
ELA CONSEGUI CRIAR E EDUCAR COM VALORES SOLIDOS
NÓS QUATRO. (MARIA LUCIA, EUNICE, RUTH E JURACI)
QUANTAS MULHERES COMO MINHA MÃE QUE POR ALGUMA
CIRCUNSTÂNCIA ADVERSA TIVERAM OU TEM QUE TAMBÉM CRIAR E EDUCAR SEUS FILHOS SOZINHA.GRAÇAS QUE
ELAS ASSUMEM.
O QUE SERIA DE NÓS FILHOS E FILHAS SE NÃO TIVESSEMOS NOSSA MÃE PRESENTE EM NOSSAS VIDA?
SERIA UMA TRAGÉDIA.
EU AMO MUITO MINHA MÃE, SEM ELA ELA NÃO SERIA O QUE
SOU. GRAÇAS A DEUS QUE EU A TENHO.
E ESPERO QUE DEUS A DEIXE MUITO TEMPO CONOSCO.
VALEU MÃE!
SEU NOME ANÉSIA MARIA DA SILVA
MULHER DE FIBRA, HONESTA, DIGNA E TRABALHADORA.
CRIOU-NOS SOZINHA DESDE MUITO CEDO.
FICOU VIÚVA AOS TRINATA ANOS DE IDADE, EU TINHA 09 ANOS,
MINHA IRMÃ CAÇULA JURACI TINHA APENAS 10 MESES.
VOCÊ PODE IMAGINAR A SITUAÇÃO?
NUMA ÉPOCA EM QUE A MULHER SÓ TRABALHAVA EM CASA.
TEMPOS QUE PRECISOU MUITO AMOR E DEDICAÇÃO DELA.
FOI MUITO DIFÍCIL MAS GRAÇAS A SUA DETERMINAÇÃO E FÉ,
ELA CONSEGUI CRIAR E EDUCAR COM VALORES SOLIDOS
NÓS QUATRO. (MARIA LUCIA, EUNICE, RUTH E JURACI)
QUANTAS MULHERES COMO MINHA MÃE QUE POR ALGUMA
CIRCUNSTÂNCIA ADVERSA TIVERAM OU TEM QUE TAMBÉM CRIAR E EDUCAR SEUS FILHOS SOZINHA.GRAÇAS QUE
ELAS ASSUMEM.
O QUE SERIA DE NÓS FILHOS E FILHAS SE NÃO TIVESSEMOS NOSSA MÃE PRESENTE EM NOSSAS VIDA?
SERIA UMA TRAGÉDIA.
EU AMO MUITO MINHA MÃE, SEM ELA ELA NÃO SERIA O QUE
SOU. GRAÇAS A DEUS QUE EU A TENHO.
E ESPERO QUE DEUS A DEIXE MUITO TEMPO CONOSCO.
VALEU MÃE!
SEU NOME ANÉSIA MARIA DA SILVA
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Reflexão
Uma mensagem verdadeiramente interessante!
"ninguém é insubstituível" . - Uma boa reflexão sobre o assunto.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados. . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito...". É bom para refletir e se valorizar!
Pense Nisso!
E-mail que recebi (autor desconheço)
"ninguém é insubstituível" . - Uma boa reflexão sobre o assunto.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados. . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito...". É bom para refletir e se valorizar!
Pense Nisso!
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